Cúpula do PMDB busca formas de conter Lula nas próximas eleições

Mesmo diante de tantos escândalos ainda há um temor no meio político da reeleição de Lula. Réu na Operação Lava Jato ele não foi condenado e por isso é elegível. Ainda tem força entre os eleitores e o PMDB está de olho para tentar conter o candidato petista de um possível terceiro mandato. 

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PMDB busca formas de conter Lula nas próximas eleições

Lula ainda lidera pesquisas e PMDB está de olho

O sinal de alerta da direita foi acionado nas últimas pesquisas. Dos possíveis candidatos à Presidência da República em 2018 Luís Inácio Lula da Silva aparece liderando.

Nas simulações realizadas por veículos independentes, Lula seria o primeiro colocado em um primeiro turno com 32% de intensão de votos e Jair Bolsonaro seria o segundo com 31%. 

Em terceiro lugar em um cenário hipotético de eleições fica Marina Silva, candidata da Rede, por enquanto sem representar perigo aos demais. O problema para o PMDB está no quanto o petista está ganhando força tanto em pesquisas como na mídia.

Os cientistas políticos acreditam estar diante de um cenário hipotético caso os demais partidos trabalhem bem contra o PT. O assistencialismo é a base do partido de número 13 nas urnas e outros assuntos podem ser explorados nos quais os petistas falharam. Segurança pública e comércio são pontos importantes, em especial quando se trata de estabilidade econômica.

 


PMDB quer eliminação do voto obrigatório nas eleições

O PMDB está de olhos bem abertos na retaguarda tentando algumas medidas para prevenir uma possível reeleição de Lula nas próximas eleições. Uma delas é votar a eliminação do sistema eleitoral do voto obrigatório, uma possibilidade que pode começar a valer em 2018. Com a mudança no sistema de votação acredita-se que a maior parte do eleitorado de Lula não siga para as urnas para expressar sua opinião e o petista fique de fora da presidência. 

A ideia da eliminação do voto obrigatório visa afastar das urnas os eleitores beneficiados de programas de assistencialismo social. Desta forma tiraria de cena muitos dos apoiadores de Lula, com perfil de desistir no comparecimento das urnas caso a votação fosse opcional, como é hoje nos Estados Unidos e outros países.

Bolsonaro pode ser um candidato elegível

Há quem não acredite no candidato do PSC-RJ como possível presidente. Talvez sejam apenas especulações sociais, mas suas brigas andam fazendo seu nome crescer no mercado. Jair Bolsonado, segundo pesquisas da Folha de São Paulo, poderia disputar um segundo turno. 

O deputado Jair Bolsonaro está constantemente se envolvendo em polêmicas na mídia. Já exaltou na Câmara dos Deputados um militar conhecido pela prática de tortura, foi processado por machismo em frases célebres. Mas mesmo com tudo isso e sendo um dos mais odiados candidatos dos feministas e militantes contra a ditadura, ele ainda pode ser um candidato forte. 

Falho em alguns quesitos como programas de geração de emprego, ele ganha em alguns argumentos como segurança pública e saúda.

Também desponta em pesquisas quando trabalha em palestras e eventos críticas ao sistema político atual e quer uma reforma urgentemente. Para alguns não é um risco mas é preciso manter os olhos abertos em Bolsonaro. 

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